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Posts Tagged ‘Declaração dos Direitos Wollstonecraft’

“Nenhum homem tem o direito de monopolizar mais do que ele pode usufruir; o que o rico pode dar ao pobre, enquanto milhões passam fome, não é um favor, mas um direito imperfeito.”

 

Este Post é dedicado ao Blog Action Day, um movimento social e humanitário que acontece nos 11.000 Blogs participantes do mundo todo!Este Blog é associado!

O tema deste ano é Pobreza, e o post abaixo é uma Declaração de Direitos, bem diferente da de 1948 das Nações Unidas, é uma declaração que relembra a dignidade de todos com fervor e para todos aqueles que vivem na pobreza extrema, dedico este post com o objetivo e relembrá-los de sua condição humana muitas vezes esquecida! Nunca subestime a força de despertar!!

Wollstonecraft

Declaração dos Direitos

 

Homem! Aqueles cujos direitos estão aqui declarados, não deverão esquecer-se da sua sublime destinação. Pense nos teus direitos; na posse dos quais atingirás a virtude e a sabedoria, com os quais atingirás a felicidade e a liberdade. Eles foram declarados por aquele que conhece a tua dignidade, por aquele que a todo o momento enche o seu coração com honorável orgulho na contemplação daquilo que tu poderás alcançar, por aquele que não esquece a tua degradação, que a cada momento traz de casa a amarga convicção da sua arte.

Desperte! Ergue-te! – ou fracasse para sempre.

 

 

1-O Governo não tem direitos: ele é uma delegação de alguns indivíduos com o propósito de assegurar os seus próprios interesses. Ele existe, portanto, apenas com o consentimento deles e é utilizado somente para operar no bem-estar deles.
2-Se estes interesses individuais são a forma do governo que eles, ou seus antepassados, constituíram, ela é mal adaptada para produzir a felicidade, têm-se o direito de modificar isto.
3-O governo existe para assegurar os direitos. Os direitos do homem são a liberdade e a igualdade de participação na comunhão natural.
4-Se fazer o beneficio é, ou deve ser, a obrigação do governo, ninguém pode ter autoridade nenhuma que não seja expressada por ele.
5-Embora nenhum governo seja tão ruim como o dos turcos, nenhum é tão bom como deveria ser; a maioria de qualquer país tem o direito de aperfeiçoar o seu governo; a minoria não pode perturbá-los; devem separar-se e formar o seu próprio sistema a seu próprio modo.

6-Todos têm o direito a partes iguais nos benefícios e obrigações do governo. Qualquer impedimento em externar uma opinião indica uma descarada tirania do lado do governo e uma servidão ignorante da parte dos governados.

7-Os direitos do homem no presente estado da sociedade só estão assegurados pela existência de algumas medidas de coerção que devem ser aplicadas contra aquele que os viola. Aquele que sofre tem o direito de ver o castigo ser aplicado o mais rapidamente possível.

8-Pode ser considerado como prova da falsidade de qualquer proposição se a força do poder é usada para a sua adoção ao invés de persuadir-se com a razão para que sua aceitação ocorra.

9-Nenhum homem tem direito de perturbar a paz publica resistindo pessoalmente a execução da lei, ainda que ela seja ruim. Ele deve aquiescer, mas recorrendo ao mesmo tempo aos últimos recursos da sua razão para promover sua rejeição.

10-Um homem deve ter o direito de agir de um certa maneira antes de tornar-se uma obrigação. A permissão vem antes do dever.

11-Um homem tem o direito de pensar que sua razão não sofre influências: é um dever para com ele mesmo pensar com liberdade, o qual ele faz com convicção.

12-Um homem tem o direito irrestrito à liberdade de discussão; a falsidade é um escorpião que picará a ele mesmo até a morte.

13-Um homem não tem apenas o direito de expressar seus pensamentos, mas o dever de fazê-lo.

14-Nenhuma lei tem o direito de desencorajar a prática da verdade. O homem tem o dever de falar a verdade em qualquer ocasião: uma obrigação não pode nunca ser criminosa; e o que não é criminoso não pode ser injurioso.

15-A lei não pode transformar o que é naturalmente virtuoso ou inocente num ser criminoso, da mesma maneira que não pode tornar inocente o que é criminoso. O governo não pode fazer a lei; ele somente pode pronunciar-se sobre o que era a lei antes da sua organização – a moral resulta de uma imperecedoura relação de coisas.

16-A geração presente não pode comprometer a posteridade. Alguns não podem prometer pelos muitos.

17-Ninguém tem o direito de fazer o mal a pretexto de que o fez pelo bem.

18-A expediência é inadmissível na moral. A política só é sadia quando conduzida pelos princípios da moralidade. Ela é, de fato, a moral da nação.

19-O homem não tem o direito de matar o seu irmão: não é desculpa se ele está uniformizado. Ele apenas agrega à infâmia da servidão ao crime de assassinato.

20-O homem, seja qual for o seu país, tem os mesmo direitos num lugar ou noutro; os direitos universais da cidadania.

21-O governo de um pais deve ser perfeitamente indiferente a qualquer opinião. Diferenças de ordem religiosa, a mais sanguinária e rancorosa de todas. são a origem da parcialidade.

22-Uma delegação de individualidades, com o propósito da assegurar os seus direitos, não pode ter poder delegados para restringir a expressão das suas opiniões.

23-Acreditar é involuntário; nada que é involuntário é meritório ou repreensível. Um homem não deve ser considerado pior ou melhor por suas crenças.

24-Um cristão, um deísta, um turco e um judeu, têm os mesmos direitos: eles são homens e são irmãos.

25-Se as idéias religiosas de uma pessoa não correspondem as suas, ame-a assim mesmo. Quão diferente você seria se o seu local de nascimento fosse na Tartária ou na Índia!

26-Aqueles que acreditam que o Céu é aquilo que a Terra é, um monopólio nas mão de poucos, deverão reconsiderar a sua opinião: se eles acreditam que isto veio do seu sacerdote ou da sua avó, eles não poderão fazer mais senão rejeitar isto.

27-Nenhum homem tem o direito de se fazer respeitar por nenhuma outra possessão do que aquela obtida por suas virtudes e talentos. Títulos são enfeites, o poder é corruptor, a gloria é uma bolha, e a riqueza excessiva é um libelo contra aquele que a possui.

28-Nenhum homem tem o direito de monopolizar mais do que ele pode usufruir; o que o rico pode dar ao pobre, enquanto milhões passam fome, não é um favor, mas um direito imperfeito.

29-Todo o homem tem o direito a um certo grau de lazer e liberdade, porque é a única maneira de atingir o conhecimento. Ele o merece antes ainda das suas obrigações.

30-A sobriedade do corpo e da mente é necessária para aqueles que desejam ser livres, porque sem a sobriedade um senso elevado de filantropia não poderá atuar no seu coração, nenhuma coragem calorosa e determinada executara o seu ditado.

31-A única utilidade do governo é reprimir os vícios do homem. Se o homem se encontra hoje sem pecado, amanhã ele terá o direito de exigir que acabem com o governo e todas as suas maldades.

 

 

 

 

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